Muitas vezes, corremos o risco de viver uma vida que não é nossa, seja porque não desejávamos estar dentro da realidade atual e temos a sensação de que viemos parar nela de repente, seja porque vivemos tão no automático que nem percebemos o que estamos fazendo com os nossos dias, meses e anos.

Assuma a realidade e sua autorresponsabilidade

Em outras palavras, ter uma mente alienada, a meu ver, é estar à parte dos seus desejos e da sua essência, levando uma vida sem ter consciência das suas escolhas e das suas atitudes diante dela. 

Uma mente alienada não está no presente, fica divagando sobre os “e ses” do passado e/ou projetando a felicidade para um futuro bem distante, aquele que não exige fazer nada no presente. A pessoa que vive dessa forma não costuma se questionar, foge do autoconhecimento e não sabe o que significa autorresponsabilidade.

Conhece alguém que vive assim? Mas não estou culpando essa pessoa, até porque sei que muitas vezes esse não é um processo consciente e envolve mudanças de hábitos e crenças, o que não é impossível de fazer, mas também não é nada fácil. 

O contrário de alienação é foco, atenção, concentração, pelo menos esses são os antônimos que mais se enquadram no que acredito em relação a esse conceito.

Então, como mudar o mindset de uma mente alienada para mente focada, afinal? Vou dar algumas dicas para isso. Continue comigo!

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Passo 1. Tome consciência da sua alienação

Nada muda se você não souber que precisa mudar alguma coisa, não é verdade? Antes de tudo, você precisa ter consciência da sua situação, da sua vida, de como você está preenchendo os seus dias. Para isso, preste atenção nos sinais, nas pequenas coisas que incomodam você, que te deixam chateado, para baixo.

No que você prefere engolir a argumentar, no que você já desistiu de lutar. Essas são algumas pistas que indicam que não está tudo bem, como você prefere fingir que acredita muitas vezes para não se incomodar com os outros ou com você mesmo.

Sempre indico, quando você sente que não consegue sozinho, procurar a terapia. Ela só tem a ajudar no seu autoconhecimento e nessa tomada necessária de consciência.

Entretanto, existem mais ferramentas para ajudar você nessa missão, como a meditação, o ato de conversar com alguém sobre os seus sentimentos, a prática da escrita terapêutica, entre tantas outras. Ações como essas auxiliam a pensar no presente, a focar no que está acontecendo nesse momento com você e como você está se enxergando agora. 

Passo 2. Saiba quais são seus sonhos e aspirações

Pode parecer estranho para alguns, mas muita gente, muita mesmo, não sabe quais são seus sonhos de vida, ou porque já desistiu deles há muito tempo, ou porque simplesmente não os tem. Eu sei que acabei de falar sobre a importância de viver o presente e não despejar tudo no futuro.

Porém, ter e nutrir sonhos é também viver o presente, à medida que você coloca suas forças hoje para realizar suas metas num futuro próximo. Os sonhos te dão força, garra, energia e propósito.

Por isso, reflita sobre eles, sobre aqueles que talvez você tenha deixado escondidos de si mesmo, aqueles que dão medo por parecerem grandes demais ou aqueles que você nem sabia que existiam antes de pensar sobre. 

Passo 3. Tenha claro quais são as suas habilidades e diferenciais

Se você não sabe quais são suas habilidades e diferenciais, você vai fazendo conforme a banda toca, no caso, a banda dos outros. O que eu quero dizer é que ninguém melhor do que você para bater no peito e dizer com segurança: “sou bom nisso e naquilo, você não vai encontrar alguém melhor do que eu para fazer isso”. 

Sim, eu sei que não é da noite para o dia que você chega nesse estágio e sei também que nossas habilidades e diferenciais não são definitivos, como se acreditava antigamente. Mudamos o tempo todo, evoluímos, agregamos conhecimentos e experiências e, nesse caminho, podemos mudar de ideia e, inclusive, de trabalho.

Mesmo assim, se você sabe qual é a sua base nesse sentido, você só vai aprimorando e não se perde entre tantas possibilidades, ou seja, não perde o foco facilmente.

Então, faça o que for preciso para ter claro no que você é bom e no que você é o melhor ou um dos melhores. Para isso, suas experiências de vida até aqui contam muito, além do autoconhecimento. Sabendo suas habilidades natas, você tem a chance de desenvolvê-las e crescer na sua área cada vez mais.

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Passo 4. Avalie seus relacionamentos

Uma mente pode estar alienada por uma série de fatores que estou mostrando aqui. Um deles pode ser a manipulação e o convívio com pessoas que agregam negativamente à sua vida.

Infelizmente, isso acontece e, muitas vezes, por estarmos dentro da situação há tanto tempo, não nos damos conta e não reagimos. 

Por isso, peço agora que você reflita sobre os seus relacionamentos, todos eles: companheiro ou companheira, mãe, pai, filhos, irmãos, amigos, colegas e todas as pessoas que fazem parte da sua vida, principalmente aquelas que estão com você diariamente.

Que sensações e sentimentos elas geram em você? O que agregam na sua vida?

Os seus relacionamentos não existem para só um lado ganhar, você precisa estar bem em cada um deles, caso contrário, não vale a pena mantê-los. 

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Passo 5. Questione suas crenças e verdades

Questionar é o verbo ideal para transformar a mente alienada em uma mente focada. O simples ato de questionar, perguntar já é capaz de tirar alguém dessa situação. Portanto, questione-se sobre as verdades nas quais você acredita, sobre si mesmo e sobre o mundo a sua volta. 

As crenças que acumulamos ao longo da vida são resultados de tudo o que ouvimos, vimos e sentimos na nossa jornada, desde a infância até os dias de hoje. Uma palavra aqui, uma frase ali, uma história acolá, tudo isso constrói as nossas crenças e verdades.

Por isso, nos acostumamos tanto a elas a ponto de, muitas vezes, não enxergarmos que são elas que bloqueiam o nosso crescimento e evolução.

As crenças criam hábitos e sabemos que dá trabalho os mudarmos, mas é possível.

Acredite. Para isso, antes de tudo, questione e reflita sobre o que você acredita e tem como verdade na vida. 

Em “Desbloqueie o poder da sua mente”, Michael Arruda diz que: “se você não questiona as suas verdades e não tenta substituí-las por outras, elas continuarão lá. Questione as verdades que não são úteis. Mantenha só aquelas que o ajudam a ser quem você quer ser.”

Passo 6. Ponha o dedo nas feridas

Colocar o dedo nas feridas é buscar conhecer seus medos, seus bloqueios, o que faz ou fez você ter uma mente alienada. É não se contentar com o que você enxerga na superfície da sua vida, é ir além, mesmo que doa, porque dói mesmo.

Somente dessa forma ela cicatriza, e você transforma a dor em aprendizado. Isso é tão rico, você vai querer ter começado antes esse processo, vai por mim. 

E aqui bato novamente na tecla do autoconhecimento. Ele cura feridas e mostra o caminho. Invista nele dentro do seu tempo e com as ferramentas que combinam com a sua vida e com o seu jeito de ser. 

Esse post fez sentido para você?

Me conte qual desses passos está atrasando de algum fato a sua jornada e bloqueando o seu mindset! Compartilhe esse conteúdo com pessoas que precisam mudar sua mentalidade para obter resultados lucrativos.

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